Thursday, 13 September 2007

Trilha sonora e musical

Matmos é minha referência imediata ao pensar em trilha musical para o documentário. O grupo californiano composto por M.C. Schmidt e Drew Daniel, trabalha(va) com sons oriundos de procedimentos cirúrgicos (como lipoaspiração, por exemplo) para realizarem suas composições eletrônicas, nada convencionais e, muitas vezes, muito longe de serem dançantes, talvez apenas dançadas por companhias coreográficas. Mas Schmidt e Daniel não se limitaram, nunca, a sons de procedimentos clínicos, eles trabalham com uma infinidade de texturas sonoras, que vão desde instrumentos tradicionais de música até sons abstratos (o ruído do folhear de uma Bíblia, o contato do microfone no cabelo humano, roupas de fetiche produzidas em látex, cães latindo, pessoas lendo em voz alta...). Acho que os sons tornam-se abstratos, corrigindo o que afirmei antes. São sons do cotidiano captados e trabalhados tecnologicamente, adquirindo, dessa forma, uma total abstração.
As referências musicais para a Sinfonia Epitelial são basicamente da música eletrônica. Convidei o consagrado Dj Nando Barth, patrimônio e-musical de Porto Alegre, para produzir a música original. Parte dos ruídos de máquinas de tatuar, luvas de látex, auto-clave e/ou estufa, ferramentas e vozes, em expressão de dor ou alívio, serão matéria-prima para o desenvolvimento da trilha musical.
Outras referências? Ellen Allien, Modeselektor, Björk, T.Raumschmiere, Aphex Twin - deu, chega.


Aphex Twin é uma referência musical, porém, o excelente videoclip Come to daddy (Aphex Twin), estréia de Chris Cunningham como diretor, vale mais como exemplo visual, pois, embora eu aprecie MUITO a música, prefiro investir em sons mais minimalistas e abstratos. Assistam!


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